quarta-feira, 22 de março de 2017

Eu acordei me sentindo muito insegura. É incrível como eu tento ao máximo me programar para que certas coisas na minha vida dê certo e no entanto elas ficam me dando sustos. Planejei meu orçamento gasto a gasto, mas faltam 10 dias para acabar o mês e eu estou completamente sem dinheiro. Tomei anticoncepcional e fiz sexo com camisinha o mês inteiro, transando desprotegida apenas 10 dias depois do período fértil e simplesmente minha menstruação ainda não veio. Qualquer pessoa sã pensaria que não há com o que se preocupar, está tudo bem, eu fiz tudo certo, não há o que dar errado, mas eu não sou uma pessoa sã. Já me passou todo tipo de insanidade da minha cabeça, porque pra mim sempre tem como algo dar errado.

E essa sensação de estar trancada dentro de mim mesma que não passa. É como se tivesse uma consciência no modo automático tentando tomar conta da minha própria consciência, como se de alguma forma eu estivesse me defendendo de mim mesma ao deixar que uma consciência paralela tomasse conta da minha psiquê. Ocorre que com ou sem essa consciência no automático, eu ainda existo, eu ainda sinto.

Esses dias vi um vídeo sobre animais. Era uma música que contava o quanto somos importantes para animais de estimação e como é cruel dar a eles um lar e depois abandoná-los. E então eu chorei. Não chorei muito, mas senti por uns 5 minutos aquelas lágrimas gordas e quentes brotando dos meus olhos, rolando pelo meu rosto, a garganta apertando. O que eu senti depois foi um alívio grande. Eu preciso me reconectar com as coisas que sinto só que dessa vez de forma saudável. Nem devo ser completamente dominada por eles, mas não devo também reprimi-los dessa forma.

Não sei quando foi que isso começou. Talvez com a fluoxetina, talvez com alguns tapas na cara que a vida me deu nesses últimos tempos. Era aprender ou aprender. E fico feliz por ter aprendido, só não queria estar me sentindo aprisionada assim

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