Minha mãe já foi assunto muitas vezes nos meus escritos. Isso porque em muitos momentos ela não saía da minha mente. Parecia estar em todos os lugares, a qualquer hora, sempre me fazendo ter medo, me fazendo chorar, me fazendo me encolher contra a parede aterrorizada, tremendo, sendo machucada. Na última vez que ela tentou fazer isso eu liguei para meu pai porque queria desabafar isso com alguém, de preferência alguém são e que soubesse agir com lógica na hora de fortes emoções. E ele me disse tudo que eu precisava ouvir. Que um dia, quando eu tinha 5 anos, vi minha mãe brigando como uma leoa com a minha irmã. Eu o abracei forte e comecei a chorar. Então ele me lembrou que eu não tenho mais 5 anos, eu não preciso mais me esconder com medo para chorar. Eu tenho 30 anos, não dependo dela para nada porque ela sempre decidiu que me ajudar seria um sacrifício muito grande, então por que continuar tendo medo dela como quando eu tinha 5 anos? Por que continuar me aterrorizando com a simples menção de que ela está querendo se comunicar comigo?
Ela quer vim na minha casa com o pretexto de pegar coisas que, se fossem de fato importantes no mar infindável de coisas que ela tem, ela não teria deixado aqui. Mas eu sei que o que ela quer é se reconectar comigo de forma doentia. Ela quer vim ou para mostrar superioridade, vindo e me olhando com desprezo de cima a baixo e indo embora; ou ela quer ficar e me olhar com críticas saltando aos seus olhos, pronta para escarnecer a forma que vivo, onde vivo, as coisas que tenho; ou ela quer vim para, aos berros, tentar me forçar a terminar uma relação que não lhe diz respeito; ou, na melhor das hipóteses, virá para me contar mentiras, como que ela me ama muito, que ela se preocupa muito comigo, para assim que for conveniente ela ir embora sem nem dizer adeus.
Ela é capaz até de se unir a quem está me fazendo mal, só porque ela pode, só porque ela quer. Pedi para ela não se comunicar com meu ex namorado por causa das várias razões que se sucederam nos últimos tempos, ela não deu a minima. Porque no fim das contas ela ter alguém que a pegue e a deixe para cima e para baixo vale totalmente meu bem estar.
Eu cansei de ter pessoas tóxicas por perto, cansei de que elas tenham poder sobre mim, que eu não possa fazer nada contra o veneno delas. Eu tenho o que reclamar do Johnny, mas é minha escolha estar passando por momentos ruins com ele, eu sei disso. Na hora que ele fazer me sentir como minha mãe costuma fazer, eu não penso duas vezes em tirá-lo da minha vida. E eu pretendo fazer isso com qualquer pessoa que tente ser nociva perto de mim, que queira seu bem em detrimento do meu, que escolha me magoar porque eu não fiz seus caprichos.
Eu cansei de ter pessoas tóxicas por perto, cansei de que elas tenham poder sobre mim, que eu não possa fazer nada contra o veneno delas. Eu tenho o que reclamar do Johnny, mas é minha escolha estar passando por momentos ruins com ele, eu sei disso. Na hora que ele fazer me sentir como minha mãe costuma fazer, eu não penso duas vezes em tirá-lo da minha vida. E eu pretendo fazer isso com qualquer pessoa que tente ser nociva perto de mim, que queira seu bem em detrimento do meu, que escolha me magoar porque eu não fiz seus caprichos.
O problema na verdade é comigo. Conheço muita gente, muita mesmo, que não deixa esse tipo de coisa acontecer. Se a pessoa é nociva, pode ser mãe, pai, filho, o que for, espanta essa pessoa da sua vida e pronto. Não aceita um fardo genioso e mimado para si porque simplesmente não tem obrigação disso. Como eu não tenho obrigação.
Ela diz que está vindo por causa de umas panelas. Agora repare bem: ela quer passar 4 horas de uma viagem fracionada, pegar umas panelas e, segundo ela, pegar a viagem de volta. Pelo que eu a conheço, ela não vai nem na esquina, por nada. Ela quer vim com uma intenção malévola, é óbvio. O que ela não entende é que é a minha casa, minha vida, ela não é bem vinda aqui, não depois que disse que não seria mais minha mãe por causa de uma foto e umas palavras bonitas direcionadas por mim ao meu namorado. Ela não é bem vinda porque só esteve ao meu lado quando lhe convinha, porque onde ela estava ela conseguiu arranjar vergonhosas brigas com todo mundo. Depois disso, ela foi embora me deixando sem saber direito o que fazer, sem estrutura, sem apoio, porque ela simplesmente se entediou de mim e da minha vida.
Eu já deixei de contar emocionalmente com qualquer pessoa, em particular com os meus pais. Eles são quebrados nesse aspecto, eu tive que me conformar com isso. Mas meu pai até pode pecar pela falta, mas quando o excesso é de uma autoridade terrorista, eu simplesmente prefiro a falta. Não interfiro na vida do meu pai, ele não interfere na minha. Eu sou apenas um número no dia 5 de cada mês, 300 reais a menos na conta dele. E só. Eu gostaria de um pai amoroso que se preocupasse de verdade com como estou vivendo, se estou conseguindo me alimentar, me sustentar, se estou bem? Adoraria, mas eu não tenho um desses, e provavelmente nunca terei. Mas ter uma mãe que acha que depois de 30 anos ainda consegue me persuadir a fazer seus gostos através do terror que aplica em mim, não, isso não. Isso eu não aceito e não me conformo. E tudo que eu preciso fazer é dizer isso a ela e segurar as pontas do fato dela me odiar para sempre.
Eu tenho estado cansada demais, farta dessa vida ociosa, vazia, mesquinha. Não consigo ver o mundo, não consigo conhecer pessoas que arejem a forma como eu o vejo, não consigo me comunicar com meu namorado. É só eu, 4 paredes, e a impressão que estou morrendo aqui. A minha potência está morrendo, a pessoa que eu posso vim a me tornar, melhor, mais confiante, mais poderosa, está morrendo sufocada aqui.